8 de março - Dia das Mulheres: ciência e ação contra a violência
8 de março - Dia das Mulheres: ciência e ação contra a violência
Sociedade Brasileira de Psicologia
Redação

Violência contra a mulher
A violência contra a mulher no Brasil tem atingido números alarmantes. Foram cerca de 1470 feminicídios no país em 2025, além dos incontáveis casos de violência física, psicológica, sexual e patrimonial que nem chegam a compor as estatísticas. Em muitos casos, as mulheres vítimas não denunciam a violência por se encontrarem numa posição de vulnerabilidade, falta-lhes apoio para enfrentar os riscos contra si e contra os próprios filhos. Esses são levados à esteira da violência e vitimizados junto às suas mães, seja por presenciarem agressões contra elas, seja por serem eles mesmos vítimas do agressor, seja pela fragilidade da saúde mental das mulheres vítimas, decorrente da violência pela qual passaram, que dificulta o cuidado físico e emocional de suas proles.
As contribuições da ciência psicológica para combater a violência desenvolveram-se em campos diferentes de prevenção: na educação de vários segmentos da sociedade, com a possibilidade de prevenção primária, que visa alertar sobre fatores de risco e proteção e sobre mudanças culturais que combatam a normalização da violência; na prevenção secundária, que visa a preparação dos integrantes dos diversos equipamentos públicos para acolherem denúncias e procederem aos encaminhamentos das vítimas de violência, evitando a revitimização; na prevenção terciária, que visa tratar sequelas psicológicas da violência, favorecendo a saúde mental das vítimas e o tratamento dos agressores.
A ciência psicológica constrói o conhecimento e as estratégias para sua aplicação, visando a saúde mental a cultura de respeito, equidade e responsabilidade pública, passos essenciais para prevenir a violência e construir uma sociedade mais justa.
Texto elaborado por Maria da Graça Saldanha Padilha, Psicóloga CRP 08/0775 e sócia efetiva da SBP.